6. Pedro Almeida

“10 x 10”
Exclusive Boutique

Após a conclusão do curso, tirei um curso de vidrados no Cencal e comecei a produzir manualmente azulejos de forma a aperfeiçoar conhecimentos na modelação, nos vidrados
e nas técnicas de vidragem. Durante esta altura fiz experiências e diversos protótipos que anos mais tarde acabaram por entrar em produção. Como aínda não comercializava, por conseguinte tinha uma produção muito reduzida e isso deu-me tempo para fazer estudos
de cor, padrões e formas de azulejos para desenvolvimentos futuros. Nesse mesmo ano,
aprendi algumas técnicas de produção manual de azulejaria com o ceramista Sá Nogueira,
na sua oficina, e passado poucos meses arrisquei em trabalhar por conta própria. Os projectos
que tinha desenvolvido e os protótipos que tinha eram mais que suficientes para me aventurar.
Comecei por fazer pequenas produções 100% manuais de azulejos em painéis e comecei
a ir arquitectos, decoradores e construtores mostrar o meu trabalho.
Numa dessas apresentações, conheci o Arquitecto Manuel Remédios que me convidou para fazer um revestimento para os vãos interiores das janelas do restaurante do Côto. Esta
foi a minha 1ª obra.
Pela mão do arquitecto Remédios fiz azulejos para moradia, painel cerâmico
do refeitório do Hospital de Caldas da Raínha, recuperação do chão do edifício do parque
(céu de vidro) e recuperação/réplicas de azulejos para o edifício da farmácia central de Caldas da Rainha.
Paralelamente surgiram mais algumas obras para painéis de azulejos, a qual destaco o edifício Bordalo Pinheiro em Caldas da Raínha, que foi a minha 1ªobra de maior dimensão naquele tempo e que melhor ilustra o trabalho que posteriormente fui desenvolvendo.
Em pé de igualdade refiro também o painel de azulejos “escama amarelo” que fiz para o café Zaira, pela qualidade estética dos azulejos.
Durante 3, 4 anos, a maioria do meu trabalho era para obras, e por vezes por falta destas e pelo facto de ainda ter à data uma produção limitada, vi-me na contingência de ter de trabalhar em outras áreas que não a cerâmica. Contudo, nunca deixei a produção de azulejos e mais tarde acabei por ter um volume de trabalho suficiente para me dedicar a tempo inteiro.
À cerca de 6 anos, comecei a trabalhar com a Mambo, empresa de design, como fornecedor
de azulejos, tanto ao m2, como em painéis e mesas. Esta parceria tem tido um crescendo, sobretudo na exportação. Tem sido aliciante, pois tenho tido projetos interessantes e fora
do comum na área do mobiliário com a Mambo e isso tem-me feito crescer.
Destaco que a maioria dos azulejo que faço para a Mambo são criações minhas dos primeiros tempos em que me dediquei a protótipos, estudos de cor e de formas, tais como
os azulejos “douro; círculos multicolor; riscas” e outros modelos tais como os “tejo”, que são
frutode desenvolvimento de outros modelos que fiz.
Neste últimos 3 anos, tenho tido novamente mais requisições para a construção e reabilitação
e uma diversificação maior de trabalho e clientes. Fiz obras (terraço na Expo, cafés contradição em Caldas da Rainha, projectos para lojas e reabilitação de edificado), em que o azulejos assume-se como parte importante no espaço e isso tem dado gozo.